Fim do ensino médio. Depois de mais ou menos onze anos de carreira escolar obrigatória, agora o jovem é que vai decidir seu curso e sua profissão. Mas esta liberdade de escolha vem permeada de dúvidas, angústias e medo de assumir a responsabilidade de uma decisão muitas vezes difícil de ser tomada.
Escolher é mesmo um processo complexo e difícil neste momento de vida do jovem. Nesta fase ele etá se descobrindo novamente: quem ele quer ser, quem não quer ser, que mundo deseja construir, com que respeito vai tratar os outros. Enfim, ele está buscando conhecer-se melhor. Isto faz da escolha um momento crítico de mudanças na vida do jovem.
Aproximadamente, entre quinze e dezenove anos, delineiam-se com mais clareza os conflitos relativos ao acesso ao mundo adulto em termos ocupacionais. A orientação profissional/vocacional surge como uma forma de facilitar a escolha para que o próprio jovem descubra quais caminhos pode seguir. O adolescente desempenha um papel ativo neste processo: parte-se da concepção de homem como ser livre para escolher e também como sujeito de suas próprias escolhas.
A tarefa do psicólogo é esclarecer, informar, trabalhar as dificuldades, medos e angústias decorrentes deste momento, auxiliar no conhecimento de si mesmo e no conhecimento das profissões, mercado de trabalho, ajudando o jovem a compreender a sua situação específica de vida, envolvendo aspectos pessoais, familiares e sociais.
O trabalho pode ser feito em grupo ou individualmente, abrangendo uma clientela que esteja cursando o ensino médio e/ou se preparando para o vestibular, como também, cursando já uma faculdade/universidade. A escolha profissional para o jovem, às vezes, parece não ter saída. Mas esse beco tem saída. Ele não deve deixar se levar pelo caminho mais fácil: menor relação candidato/vaga no vestibular ou melhor remuneração ou apenas considerar a sujestão de alguém. Uma vez eu li, não me recordo onde, que a escolha profissional é como um casamento: o jovem precisa namorar muito a carreira antes de se casar com ela. |